Fone over-ear Bluetooth: como escolher sem pagar por marketing
ANC, codec, bateria e conforto explicados de verdade — e 7 fones over-ear Bluetooth verificados, do custo-benefício ao ANC que funciona em avião.
A ficha técnica de um fone over-ear é um campo minado de números que não querem dizer nada. “Driver de 40 mm”, “resposta de 20 Hz a 20 kHz”, “graves potentes”, “ANC avançado” — praticamente todo fone de qualquer faixa de preço diz exatamente isso.
Enquanto isso, as coisas que realmente decidem se você vai gostar do fone daqui a seis meses não aparecem no anúncio: se a almofada esquenta a orelha, se a haste range, se o ANC dá aquela sensação de pressão que incomoda algumas pessoas, se o multiponto existe, se o codec que você paga a mais funciona no seu celular.
Este guia é a tentativa de separar o que importa do que é marketing — e depois aplicar isso em 7 fones over-ear Bluetooth verificados na Amazon Brasil, do campeão absoluto de avaliações ao ANC que aguenta cabine de avião.
O que decide de verdade — os seis fatores
1. ANC: o que ele cancela e o que ele não cancela
Cancelamento de ruído ativo funciona assim: microfones captam o som que está chegando, o processador calcula uma onda em oposição de fase e a soma das duas se aproxima de zero.
Isso dá certo quando o ruído é grave, contínuo e previsível. Motor de avião, compressor de ar-condicionado, roda de ônibus no asfalto, ventilador de PC — tudo isso o ANC come de café da manhã. Reduções de 20 a 30 dB nessa faixa são realistas e muito perceptíveis.
Onde ele falha: som agudo e imprevisível. Voz humana, principalmente as consoantes. Teclado mecânico. Buzina. Criança. O processador não consegue prever a forma da onda a tempo, e o que sobra é o isolamento passivo da almofada.
Isso tem uma consequência prática que quase ninguém diz: se o seu problema é o colega falando ao lado, você precisa de almofada grande e vedação boa, não de mais ANC. Se o seu problema é o avião, o ônibus ou o ar-condicionado, aí sim o ANC vale cada centavo.
Três tipos, do mais simples ao melhor:
| Tipo | Como funciona | Eficácia |
|---|---|---|
| Feedforward | microfone só do lado de fora | básico, erra em vedação ruim |
| Feedback | microfone só dentro da concha | corrige o que vaza, mas reage tarde |
| Híbrido | microfones fora e dentro | o padrão bom — os dois se corrigem |
Quando o anúncio diz só “ANC”, geralmente é feedforward. Quando diz híbrido ou adaptativo, você está no território que funciona.
2. Codec: por que o seu LDAC pode não existir
Codec é o formato de compressão usado na transmissão Bluetooth. O importante é: ele precisa existir nas duas pontas.
| Codec | Onde funciona | Vale a pena? |
|---|---|---|
| SBC | universal, mínimo obrigatório | funciona, sem brilho |
| AAC | iPhone e Android moderno | ótimo no iPhone, irregular no Android |
| aptX / aptX HD | Android com chip Qualcomm | bom, se a fonte tiver |
| LDAC | Android (é padrão do AOSP) | melhor taxa, exige arquivo bom |
Três verdades desconfortáveis:
- iPhone não transmite LDAC nem aptX. Fica em AAC, ponto. Pagar a mais por LDAC em um fone que vai viver ligado num iPhone é dinheiro jogado fora.
- Streaming padrão não aproveita. Spotify em qualidade normal já vem comprimido; recomprimir em LDAC não recupera nada. O ganho aparece com FLAC, Tidal ou arquivo local de alta resolução.
- LDAC em 990 kbps derruba conexão em ambiente com muito Wi-Fi e Bluetooth. O Android costuma cair para 660 ou 330 kbps sozinho — e aí a vantagem sobre AAC vira acadêmica.
Conclusão prática: codec importa menos que conforto e vedação, para a esmagadora maioria das pessoas.
3. Bateria: leia o número certo
Autonomia declarada quase sempre é medida sem ANC, em volume moderado, com o codec mais econômico. Na vida real, conte com 60 a 70% do número do fabricante se você usa ANC e volume alto.
Faça a conta pelo seu uso, não pelo número maior:
- Deslocamento de 1 h para ir e 1 h para voltar, 5 dias = 10 h por semana
- Trabalho com fone o dia todo = 30 a 40 h por semana
- Viagem de avião longa = 10 a 14 h de uma vez
Qualquer fone desta lista cobre a primeira situação com folga de duas semanas. Para a terceira, o que importa não é só o total, é o carregamento rápido — cinco minutos que rendem duas ou três horas salvam a conexão que você descobriu que ia perder.
E tem um detalhe que ninguém menciona: bateria de íon-lítio envelhece por ciclos. Um fone de 60 h faz um ciclo por semana; um de 20 h faz três. Em dois anos, isso é 100 ciclos contra 300 — e a diferença aparece na capacidade que sobrou.
4. Conforto: o fator que faz você usar ou abandonar
Esse é, disparado, o critério que mais separa quem ama do quem odeia o mesmo fone. E é o mais pessoal.
O que observar:
Pressão do arco. Um fone que aperta bem isola melhor e sai menos da cabeça — e dá dor de cabeça depois de 40 minutos. Fones novos apertam mais; a haste cede um pouco nas primeiras semanas.
Material da almofada. Couro sintético (protein leather) veda melhor e esquenta mais. Tecido/malha respira e isola pior. Em clima brasileiro, isso é uma decisão de verdade — orelha suada faz você tirar o fone, e fone tirado não serve para nada.
Peso. Abaixo de 250 g você esquece que está usando. Acima de 300 g, o pescoço lembra.
Profundidade da concha. Se a orelha encosta no driver, incomoda em uma hora. Conchas rasas são o defeito escondido de muito fone barato.
5. Multiponto: o recurso mais subestimado
Multiponto é a capacidade de manter duas conexões ativas ao mesmo tempo. O fone fica ligado no notebook e no celular; você ouve música no notebook, o celular toca, o áudio migra sozinho, você atende, desliga, a música volta.
Quem trabalha em casa e alterna entre reunião no computador e chamada no celular vive disso. Quem só usa o fone no ônibus, não faz falta.
O detalhe: multiponto derruba um pouco a qualidade do codec enquanto duas conexões estão ativas, porque a banda é dividida. É um trade-off consciente.
6. Cabo P2 removível: o item que estende a vida do fone
Um fone com entrada P2 e cabo removível continua funcionando quando a bateria morre — e a bateria vai morrer, em três ou quatro anos. Ele também elimina latência para jogo e vídeo, e permite ligar em mesa de som, teclado, amplificador.
Fone selado, sem entrada de cabo, tem prazo de validade igual ao da célula de lítio.
Comparativo
| Produto | Destaque | Nota | Comprar |
|---|---|---|---|
| soundcore Q20i (Anker) · soundcore | 71.886 avaliações — o mais testado do Brasil | ⭐ 4.8 | |
| JBL Tune 720BT · JBL | Cabo removível: funciona sem bateria | ⭐ 4.8 | |
| soundcore Space Q45 (Anker) · soundcore | O ANC mais forte da lista | ⭐ 4.4 | |
| Philips TAH2300BK · Philips | Entrada com assistência no Brasil | ⭐ 4.6 | |
| JBL Tune 730BT · JBL | A maior autonomia declarada da lista | ⭐ 4.8 | |
| soundcore Space 2 (Anker) · soundcore | Bluetooth mais recente entre os verificados | ⭐ 4.4 | |
| JBL Tune 530BT · JBL | Autonomia máxima sem pagar por ANC | ⭐ 4.7 |
1. soundcore Q20i — o padrão de custo-benefício do Brasil

71.886 avaliações com média 4,8. Esse número, sozinho, é o argumento mais forte da lista inteira. Nenhum outro fone over-ear vendido no Brasil chega perto desse volume de validação pública, e uma média 4,8 sustentada em setenta mil notas significa que os defeitos, se existem, são de minoria.
O que ele entrega: ANC híbrido de verdade — microfones fora e dentro da concha, que é a configuração que efetivamente funciona, e não o feedforward simples de fone de entrada. Autonomia declarada de até 60 h sem ANC e 40 h com. App próprio com equalizador de bandas e escolha de intensidade do cancelamento.
O que ele não entrega: codec de alta resolução. Fica no SBC e AAC. E a construção é plástica, com o resultado esperado de haste que passa a ranger com o tempo de uso.
Pontos positivos
- 71.886 avaliações com média 4,8 — validação pública sem comparação no Brasil
- ANC híbrido real, com microfones externos e internos
- Até 60 h sem ANC e 40 h com ANC ligado
- App com equalizador e controle de intensidade do cancelamento
- Dobrável, cabe em mochila sem ocupar metade dela
Pontos negativos
- Sem LDAC ou aptX — fica em SBC/AAC
- Construção plástica; a haste tende a ranger com o tempo
- Microfone de chamada é apenas aceitável
Quando NÃO comprar: se você é Android com biblioteca em FLAC e quer LDAC, o Q20i não te atende. E se a sua prioridade é ter cabo P2 para usar sem bateria, o Tune 720BT resolve melhor.
2. JBL Tune 720BT — o que continua funcionando sem bateria

15.050 avaliações e média 4,8. É o segundo maior histórico da lista, e o que ele traz de diferente é uma coisa só, mas importante: cabo P2 removível.
Isso muda a vida útil do produto. Daqui a quatro anos, quando a célula de lítio tiver perdido metade da capacidade, este fone continua sendo um fone — plugado no cabo, sem latência, ligável em mesa de som, teclado, interface de áudio, notebook antigo. Um fone selado, nessa mesma data, vira lixo eletrônico.
O cabo também resolve o problema de latência para jogo e vídeo, que o Bluetooth não resolve bem.
O que falta: ANC. Este modelo tem apenas isolamento passivo, que na prática é a almofada e a concha bloqueando o som. Para ambiente de escritório com conversa, isso é até suficiente; para avião, não.
E há um ponto que só a experiência mostra: JBL tem assistência técnica presente no Brasil. Em dois ou três anos de uso, isso muda a conta de forma que a ficha técnica não mostra.
Pontos positivos
- 15.050 avaliações com média 4,8 — histórico longo e estável
- Cabo P2 removível: sobrevive à morte da bateria e elimina latência
- Assistência técnica JBL no Brasil
- Som Pure Bass, agradável para a maioria
- Dobrável e leve para o tamanho
Pontos negativos
- Sem cancelamento de ruído ativo
- Grave reforçado atrapalha uso para monitorar áudio
- Almofadas esquentam em uso prolongado no calor
Quando NÃO comprar: se você viaja de avião com frequência ou trabalha perto de ar-condicionado barulhento, a falta de ANC vai incomodar todo dia.
3. soundcore Space Q45 — o ANC que resolve avião

Este é o fone que você compra pelo ANC, não apesar dele. Cancelamento adaptativo com três níveis de intensidade, que ajusta sozinho conforme o ambiente, e é o mais forte entre os verificados aqui. Em cabine de avião ou ônibus rodoviário, a diferença para os demais é imediata.
Ele também é o único da lista com LDAC. Se você usa Android e tem arquivos de alta resolução ou assinatura de streaming lossless, aqui o codec deixa de ser marketing.
Autonomia de até 65 h sem ANC e 50 h com — números altos mesmo descontando os 30% de otimismo habitual. Dobra e vem com case rígido, o que é o pacote correto para viagem.
O ponto de atenção é a nota: 4,4 com 13.809 avaliações. É a menor média entre os fones de grande volume desta lista, e as reclamações recorrentes falam de ajuste na cabeça e da sensação de pressão que o ANC forte causa em pessoas sensíveis. Vale saber disso antes: ANC potente não é universalmente confortável.
Pontos positivos
- ANC adaptativo em três níveis — o cancelamento mais forte da lista
- Suporta LDAC: o único da lista com codec de alta resolução
- Até 65 h sem ANC e 50 h com ANC ativo
- Dobra e acompanha case rígido — pacote de viagem completo
- 13.809 avaliações: volume alto de validação
Pontos negativos
- Nota 4,4 é a menor entre os campeões de volume da lista
- ANC forte causa sensação de pressão em quem é sensível
- Reclamações recorrentes sobre ajuste do arco na cabeça
- LDAC só serve em Android com fonte de qualidade
Quando NÃO comprar: se você já sentiu desconforto com ANC de outros fones, ou se usa iPhone (onde o LDAC não funciona), boa parte do que você está pagando aqui não vai chegar até você.
4. Philips TAH2300BK — o mínimo bem feito

Não é o fone mais interessante da lista, e essa é exatamente a proposta. Ele faz o básico com competência, custa pouco e vem de uma marca com rede de assistência estabelecida no Brasil.
Até 55 h de bateria em um fone dessa faixa é generoso. Ele é leve, dobra plano — não em três, mas dobra o suficiente para caber em mochila apertada — e o microfone integrado dá conta de chamada.
O que você não leva: ANC e cabo removível. É Bluetooth puro, com isolamento passivo.
2.126 avaliações com média 4,6 dizem que ele entrega o que promete. É o fone que você compra para o filho adolescente, para deixar na gaveta do trabalho, ou para descobrir se você realmente usa fone over-ear antes de investir mais.
Pontos positivos
- 2.126 avaliações com média 4,6 e marca com assistência no Brasil
- Até 55 h de bateria — muito para a faixa de entrada
- Leve e com dobra plana, cabe em mochila pequena
- Microfone com desempenho decente para chamada
Pontos negativos
- Sem ANC e sem cabo P2 removível
- Almofadas de espuma simples esquentam em uso longo
- Sem app de equalização
Quando NÃO comprar: se você já sabe que vai usar o fone 6 horas por dia, gaste mais em almofada e ANC. Este é o fone do uso ocasional.
5. JBL Tune 730BT — a linha Tune com ANC

A linha Tune da JBL nunca teve cancelamento ativo — era a linha de entrada, sem ANC, com o som Pure Bass como argumento. O 730BT muda isso: ANC dentro da Tune, com autonomia declarada de até 76 h, a maior desta lista, e multiponto.
Média 4,8 nas avaliações brasileiras. O problema é o volume: apenas 330 avaliações. É modelo de lançamento recente, e 330 notas é um histórico curto demais para detectar defeito que só aparece no décimo mês.
Sobre o ANC: o cancelamento da linha Tune é mais suave que o do Space Q45. Ele reduz o ronco de fundo sem aquela sensação de vácuo, o que muita gente prefere — e quem quer isolamento máximo vai achar pouco.
Multiponto aqui é um argumento real para home office: notebook e celular ligados ao mesmo tempo, com troca automática.
Pontos positivos
- Traz ANC para a linha Tune, que historicamente não tinha
- Autonomia declarada de até 76 h — a maior da lista
- Multiponto: notebook e celular conectados ao mesmo tempo
- Média 4,8 e assistência JBL no Brasil
Pontos negativos
- Apenas 330 avaliações — histórico curto para detectar defeito tardio
- ANC mais suave que o do Space Q45
- Lançamento recente: o preço ainda não estabilizou
Quando NÃO comprar: se você prefere comprar produto com histórico consolidado, o Q20i e o 720BT têm dezenas de milhares de avaliações a mais. 330 notas ainda é território de early adopter.
6. soundcore Space 2 — o Bluetooth mais novo da lista

O argumento aqui é Bluetooth 6.1, a versão mais recente entre todos os fones verificados. Na teoria, isso significa conexão mais estável, menos consumo e melhor gerenciamento de múltiplos dispositivos.
Na prática, vale a ressalva honesta: Bluetooth novo só entrega vantagem quando as duas pontas são novas. Se o seu celular é 5.2, a conexão negocia em 5.2. O ganho fica guardado para o próximo aparelho.
O que ele tem além disso: ANC adaptativo, dobrável com case, app soundcore com equalizador — e um modo soneca, pensado para dormir de fone, com perfil de som e ANC ajustados para ruído noturno.
704 avaliações com média 4,4. Volume razoável, nota abaixo dos JBL.
Pontos positivos
- Bluetooth 6.1, a versão mais recente entre os fones verificados
- ANC adaptativo com modo soneca para dormir
- Dobrável e com case incluso
- App soundcore com equalizador e perfis salvos
Pontos negativos
- Nota 4,4 com 704 avaliações — abaixo dos JBL da lista
- O ganho do Bluetooth 6.1 depende de a fonte também ser 6.x
- ANC menos potente que o do Space Q45 da mesma marca
Quando NÃO comprar: se você está comprando pelo Bluetooth 6.1 e seu celular é de 2022, você está pagando por um recurso que só vai existir daqui a dois aparelhos.
7. JBL Tune 530BT — autonomia máxima sem pagar por ANC

Este é o fone para quem já sabe que não vai usar ANC. Ele entrega até 76 h de bateria, Bluetooth 5.3, multiponto e o som JBL, sem o custo do circuito de cancelamento.
E é uma decisão mais racional do que parece. Se o seu uso é música em casa, podcast no trabalho, videochamada em escritório silencioso — ANC não faz nada de útil e ainda consome bateria. Comprar sem ele significa levar mais autonomia e menos peso pelo mesmo dinheiro.
Média 4,7 com 349 avaliações. É o modelo mais leve da linha Tune atual, com carregamento rápido que rende horas com poucos minutos na tomada.
O contraponto: as almofadas são menores que as do 720BT. Quem tem cabeça grande ou orelha grande sente o aperto antes.
Pontos positivos
- Até 76 h de autonomia sem pagar pelo circuito de ANC
- Média 4,7 e o mais leve da linha Tune atual
- Carregamento rápido: poucos minutos rendem horas de uso
- Multiponto para alternar entre notebook e celular
- Bluetooth 5.3, estável e econômico
Pontos negativos
- Sem ANC — nada a fazer contra ruído grave contínuo
- Almofadas menores que as do 720BT, apertam mais
- 349 avaliações: histórico moderado
Quando NÃO comprar: se você pega avião, ônibus rodoviário ou trabalha perto de máquina barulhenta com frequência, economizar no ANC é a economia errada.
Checklist antes de comprar
- Qual ruído você quer eliminar? Grave e contínuo (avião, ar-condicionado) pede ANC. Voz e teclado pedem almofada boa e vedação.
- Seu celular é iPhone? Se sim, LDAC e aptX não funcionam — não pague por eles.
- Você alterna entre notebook e celular o dia inteiro? Então multiponto não é luxo.
- Quantas horas por dia, de verdade? Acima de 4 h seguidas, conforto pesa mais que qualquer outro critério.
- Vai usar para jogo? Bluetooth tem latência. Prefira modelo com cabo P2 removível.
- Almofada de couro ou de tecido? Couro isola melhor e esquenta; tecido respira e vaza. No calor brasileiro, isso decide.
- Existe assistência da marca no Brasil? Em dois anos, isso vale mais que 5 dB de ANC.
- Tem entrada P2? É o que garante que o fone sobreviva à morte da bateria.
Como escolher, em uma linha cada
- Quer o mais seguro possível? soundcore Q20i — 71.886 avaliações não mentem.
- Quer que o fone dure além da bateria? JBL Tune 720BT, pelo cabo P2 removível.
- Voa ou pega ônibus com frequência? soundcore Space Q45, pelo ANC mais forte.
- Uso ocasional, orçamento curto? Philips TAH2300BK.
- Quer ANC da JBL com autonomia enorme? Tune 730BT — sabendo que o histórico é curto.
- Dorme de fone e quer o Bluetooth mais novo? soundcore Space 2.
- Sabe que não usa ANC? Tune 530BT — mais bateria pelo mesmo dinheiro.
🎧 O teste de 40 minutos que evita arrependimento: assim que o fone chegar, use por 40 minutos seguidos, sentado, em casa, com o volume que você usa de verdade. Não 10 minutos de empolgação — 40. É nesse intervalo que aparecem o aperto do arco, a orelha suando e a orelha encostando no driver. Dentro do prazo de devolução, esse teste custa nada; depois dele, você fica com o fone que comprou.
Se o seu uso principal for videochamada de trabalho, vale olhar também a outra metade da equação: o microfone do fone é sempre o elo fraco. A gente comparou webcams e microfones para videochamada em outro post — trocar só o microfone costuma render mais percepção de qualidade do que trocar o fone.
Perguntas frequentes
ANC ou isolamento passivo? ANC mata ruído grave e contínuo. Isolamento passivo (almofada) segura melhor voz e agudo. São problemas diferentes.
Vale pagar por LDAC? Só em Android, com arquivo de alta resolução. iPhone fica em AAC sempre.
Quantas horas de bateria eu preciso? Conte 60-70% do declarado com ANC ligado. Carregamento rápido importa mais que o total.
Over-ear ou on-ear? Over-ear para uso longo — distribui pressão no crânio. On-ear só se o espaço na mochila for crítico.
Serve para jogar? Casual sim, competitivo não. Bluetooth tem 150-250 ms de latência em SBC/AAC.
O microfone é bom para reunião? Aceitável para reunião interna, ruim para gravação. Microfone dedicado resolve melhor.
Fontes consultadas
- Especificações oficiais publicadas por Anker/soundcore, JBL (Harman) e Philips para os modelos citados
- Documentação do Bluetooth SIG sobre perfis A2DP, multiponto e as versões 5.3 e 6.x
- Especificação pública do codec LDAC e da implementação de codecs Bluetooth no Android Open Source Project
- Discussões técnicas em r/headphones e r/HeadphoneAdvice sobre eficácia real de ANC por tipo de ruído
- Avaliações públicas de compradores brasileiros na Amazon Brasil, consultadas em 23/08/2026
Está em dúvida entre dois modelos para o seu uso específico? Fale com a gente — a gente ajuda a decidir pelo cenário real, não pela ficha técnica.
Resumo dos produtos avaliados
soundcore
soundcore Q20i (Anker) — ANC híbrido, 60h
Confira o preço atualizado na loja
Pontos positivos
- 71.886 avaliações com média 4,8 — o fone over-ear mais testado do Brasil por larga margem
- ANC híbrido de verdade (microfone externo e interno), não apenas isolamento passivo
- Até 60 h sem ANC e 40 h com — atravessa uma semana de uso sem carregar
- App próprio com equalizador e ajuste de ANC
Pontos negativos
- Sem codec LDAC ou aptX — fica no SBC/AAC
- Construção majoritariamente plástica; a haste range com o tempo
JBL
JBL Tune 720BT — Bluetooth, cabo removível
Confira o preço atualizado na loja
Pontos positivos
- 15.050 avaliações com média 4,8 — histórico enorme e consistente
- Cabo P2 removível: continua funcionando sem bateria e sem latência
- Assistência técnica JBL presente no Brasil, o que muda a conta em 2 anos de uso
- Som JBL Pure Bass, agradável para a maioria do público
Pontos negativos
- Não tem cancelamento de ruído ativo — só isolamento passivo
- Grave reforçado atrapalha quem usa para monitorar mixagem
soundcore
soundcore Space Q45 (Anker) — ANC adaptativo, 65h
Confira o preço atualizado na loja
Pontos positivos
- ANC adaptativo com três níveis — o cancelamento mais forte da lista
- Suporta LDAC: transmite em resolução maior que SBC/AAC quando a fonte permite
- Até 65 h sem ANC e 50 h com ANC ligado
- Dobra e vem com case rígido — feito para viagem
Pontos negativos
- Nota 4,4, abaixo do Q20i, com reclamações de ajuste na cabeça
- ANC forte causa sensação de pressão em quem é sensível
Philips
Philips TAH2300BK — Bluetooth, até 55h
Confira o preço atualizado na loja
Pontos positivos
- 2.126 avaliações com média 4,6 e marca com rede de assistência no Brasil
- Até 55 h de bateria em um fone da faixa de entrada
- Leve e com dobra plana — cabe em mochila pequena
- Microfone integrado com desempenho decente para chamada
Pontos negativos
- Sem ANC e sem cabo removível
- Almofadas de espuma simples esquentam em uso longo
JBL
JBL Tune 730BT — ANC, até 76h
Confira o preço atualizado na loja
Pontos positivos
- Traz ANC dentro da linha Tune, que historicamente não tinha
- Autonomia declarada de até 76 h — a maior da lista
- Média 4,8 nas avaliações brasileiras
- Multiponto: conecta em notebook e celular ao mesmo tempo
Pontos negativos
- Apenas 330 avaliações — lançamento recente, histórico curto
- ANC da linha Tune é mais suave que o do Space Q45
soundcore
soundcore Space 2 (Anker) — ANC, Bluetooth 6.1
Confira o preço atualizado na loja
Pontos positivos
- Bluetooth 6.1, a versão mais recente entre os fones verificados
- ANC adaptativo com modo soneca para dormir
- Dobrável, com case incluso
- App soundcore com equalizador e perfis personalizados
Pontos negativos
- Nota 4,4 com 704 avaliações — abaixo dos JBL da lista
- Bluetooth 6.1 só entrega vantagem se a fonte também for 6.x
JBL
JBL Tune 530BT — Bluetooth 5.3, até 76h
Confira o preço atualizado na loja
Pontos positivos
- Autonomia de até 76 h sem pagar por ANC que você talvez não use
- Média 4,7 e o modelo mais leve da linha Tune atual
- Carregamento rápido: poucos minutos rendem horas de uso
- Multiponto para alternar entre notebook e celular
Pontos negativos
- Sem ANC e sem cabo P2 removível em algumas versões
- Almofadas menores que as do 720BT — aperta mais em cabeça grande